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Parte 2 - Protocolo clínico para o tratamento dos maxilares atróficos com implantes subperiósteos CustomLife:

  • 18 de jun.
  • 3 min de leitura

PARTE 2 – ASPECTOS IMPORTANTES DA TÉCNICA CIRURGICA

 

Introdução

 

O procedimento cirúrgico para instalação de implantes subperiosteais deve seguir um rigoroso processo técnico, com rotinas pré-estabelecidas em orientações cirúrgicas impressas fornecidas pelo fabricante.

  

Técnica cirúrgica correta: importância do treinamento adequado

 

Para que a etapa cirúrgica seja mais eficiente, menos invasiva e mais precisa, é desejável que o cirurgião se qualifique na técnica específica e tenha conhecimento prévio sobre o manejo dos materiais e instrumentais relacionados à técnica, bem como tenha participado ativamente do planejamento reverso do caso.

 

Onde pode ser realizada a cirurgia para instalação de Implantes Personalizados?

 

A cirurgia para instalação de implantes personalizados pode ser conduzida em ambiente hospitalar sob anestesia geral, ou em consultório odontológico sob sedação endovenosa. O monitoramento trans e pós cirúrgico é imprescindível para garantir o bem-estar do paciente.

 

Técnica cirúrgica

 

A eficácia dos implantes subperiosteais depende fortemente de sua capacidade de aderir funcionalmente ao osso. O processo de osseointegração é influenciado por inúmeros fatores, dentre eles as propriedades do material e da superfície do implante, a congruência entre o implante e o osso e as técnicas cirúrgicas utilizadas. A falta de contato direto entre o implante e o osso pode levar à integração fibrosa, ao invés da osseointegração.

É importante que o cirurgião se atente para a precisão no posicionamento dos guias de corte durante a cirurgia, antes de iniciar as perfurações. As orientações quanto a sequência, o diâmetro e comprimentos dos parafusos inseridos nas perfurações devem seguir rigorosamente as orientações do fabricante. O correto posicionamento dos guias de corte, previamente as perfurações, influencia na precisão da adaptação e na estabilidade imediata do implante personalizado.

No momento da instalação, a barra cirúrgico-protética deve estar impreterivelmente aparafusada ao implante. Isso evita flexões e tensões na estrutura durante o aparafusamento, o que pode comprometer o desempenho das fixações e impactar a osseointegração. O cirurgião deve verificar a coincidência das perfurações após a remoção do guia de corte e posicionamento da estrutura do implante. Também é necessário verificar a estabilidade do implante, se ele está completamente adaptado e justaposto ao osso preparado, e se não há básculas ou micromovimentos. Caso seja detectada alguma interferência, o guia de corte deve ser reposicionado e as interferências identificadas e corrigidas. Novos testes devem ser realizados após as correções, até que o implante esteja estável.

A instalação de uma prótese de carga imediata possui grande relevância na orientação do processo de reparo tecidual e na proteção dos tecidos moles, diminuindo os riscos de deiscências e exposições do metal.

 

Importância do acompanhamento pós cirúrgico

 

O monitoramento pós-operatório é fundamental para garantir o bem-estar dos pacientes. Avaliações radiográficas e consultas de acompanhamento podem envolver ajustes oclusais regulares, para garantir uma distribuição de forças adequada em toda a estrutura, a remoção das próteses para verificar a qualidade dos tecidos ao redor dos pinos, e análise de qualquer indício de deiscência.

Uma anamnese pós cirúrgica pode auxiliar no monitoramento de fatores como o conforto do paciente ao mastigar, fonética, estética e qualidade da higiene mantida pelo paciente.  

A presença de gengiva queratinizada ao redor dos transmucosos é desejável, mas não é considerada um indicador-chave de sucesso. A conceção dos implantes personalizados baseia-se no conceito de MIC (Integração Músculo-Esquelética), ou seja, na perspectiva de ausência de tecido queratinizado em torno dos abutments, aliado à condição da remodelação óssea ativa do processo alveolar residual por compressão devido a próteses. Desta forma, sua instalação em osso basal (que não sofre remodelação ativa) e a emergência dos pilares em áreas distantes das inserções musculares promovem a estabilidade óssea e tecidual em longo prazo.

 

Conclusão

 

O protocolo clínico para implantes personalizados envolve a correta indicação, o planejamento reverso e o respeito às orientações para a técnica cirúrgica. O acompanhamento clínico e radiográfico no pós operatório é crucial para identificar fatores de risco e intervir precocemente em casos de adversidades, principalmente em pacientes de risco, como fumantes e portadores de bruxismo. Em conjunto, esses procedimentos constituem os fatores chaves para o sucesso da técnica.

 

Referências Bibliográficas

 

 

1.    ŁOGINOFF et al. A evolução dos implantes subperiosteais personalizados para o tratamento do edentulismo parcial ou total em pacientes com atrofia severa da crista alveolar. J Clin Med 2024;13(12):3582.

 

 

2.    MOMMAERTS, M.Y. Additively manufactured sub-periosteal jaw implants. International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, [s. l.], v. 46, ed. 7, p. 938-940, 2 fev. 2017.

 

3.    MOMMAERTS, M.Y. Re: Patient-specific sub-periosteal zygoma implant for prosthetic rehabilitation of large maxillary defects after oncological resection. International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, [s. l.], v. 48, ed. 12, p. 1604-1605, 13 jun. 2019.

 

4.    MOMMAERTS M. Y. Management of adverse effects following additively manufactured subperiosteal jaw implantation in the maxila. J Stomatol Oral Maxillofac Surg. 2025 Sep;126(4S):102206. 

 

5.    RIU G. D. et al. Three-dimensionally printed subperiosteal implants for maxillectomy reconstruction: report of nine cases. Int J Oral Maxillofac Surg. 2025 Dec;54(12):1139-1146

 
 
 

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